O amor é dom de Deus

O amor é dom de Deus. Todos sem excepção somos capazes de amar, sem precisar por isso de qualquer esforço intelectual ou outro, e isto para que ninguém se possa vangloriar.
O amor exclui qualquer tipo de orgulho, ou de soberba uma vez que são incompatíveis, e não podem nunca coexistir juntos. Assim sucede também com as trevas que não podem subsistir onde houver luz, porque ou existe uma ou existe a outra, e fora disto não há outra possibilidade.
O amor é caminho, é verdade e é vida. É caminho, porque não existe outro caminho para chegar a Deus senão amando; é verdade porque sem amor não poderá existir a verdade de quem procede e sim apenas e só a mentira e o vazio, porque tudo o que não tende para Deus, é engano e ilusão; e é vida porque quem não ama não terá a vida eterna, porque a vida é para os que amam.
Todo o amor que não tende para Deus, não produz frutos, é desprovido de seu sentido original, que é Deus. O amor só pode ter sentido se regressar à Sua origem, caso contrário é roubar-lhe a sua essência, que é Deus.
Quem diz que ama, e se busca a si mesmo, não se ama senão a si; e isto é o amor-próprio que é tão-somente o oposto do verdadeiro amor, daquele amor que tudo pode, que tudo suporta. O amor não poderá ser interesseiro uma vez que deste modo deixaria de ser amor, mas ao invés, não busca senão o interesse de quem ama.
Porque há tanta gente infeliz? É simples: porque ainda não aprenderam a amar. Porque desde cedo se aprende a amar ao EU. “Eu quero”, “Eu preciso”, “Eu tenho”, “Eu sou”, “É para mim”, e por aí vai. Mal sabendo que isto é nocivo e prejudicial à alma. Nem sonham que a felicidade está “no dar” e não “no receber”; está no “amar” e não no “amar-se”. Deus colocou essa lei no amor, e escreveu-a no mais íntimo do coração do homem. Está no “adn” do amor. Se poucos homens sabem isto, como poderão então compreender a linguagem da Cruz? da abnegação? do sofrimento com amor? Onde estão todos aqueles que ainda conseguem entender estas verdades eternas? Alguém prevendo estes tempos, profetizou: “Desapareceram os homens piedosos da terra, não há quem seja íntegro entre os homens.” (Miq 7,2).
Carlos.






