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Fonte: Secretariado Nacional de Liturgia


Reze
O Santo Rósario

Movimento Salvai Almas

Recados do Aarão

Pai de Amor

fimdostempos

Misericórdia Divina

Deus, Pai misericordioso, que nos revelastes o vosso amor através do vosso Filho Jesus Cristo, e o derramastes sobre nós através do Espírito Santo, Consolador, confiamo-Vos hoje os destinos do mundo e do homem.
Inclinai-Vos sobre nós, pecadores curai a nossa fraqueza, vencei todo o mal, fazei que todos os habitantes da terra recebam a vossa Misericórdia, para que em vós, Deus Uno e Trino, encontrem sempre a fonte da esperança.
Eterno Pai, pela dolorosa Paixão e pela Ressurreição do vosso Filho, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

JOÃO PAULO II
(Cracóvia, 17 de Agosto de 2002)

Retirado da contra-capa do livro "SANTA FAUSTINA e a Divina Misericórdia"

A HORA DA MISERICÓRDIA

Jesus, em Outubro de 1937, recomendou à irmã Faustina que honrasse a hora da sua Morte (três da tarde, a que chamou «hora de grande misericórdia para o mundo inteiro».
«Naquela hora – disse Jesus – foi feita graça ao mundo inteiro, a misericórdia venceu a justiça». Jesus deseja, portanto, que todos os dias se medite, nesta hora, a sua dolorosa Paixão, se adore e exalte a misericórdia de Deus. «Naquela hora – disse ainda Jesus – procura fazer a Via Sacra, se os teus afazeres o permitirem, e se não puderes fazer a Via Sacra, entra ao menos na capela e honra o meu Coração, que no Santíssimo Sacramento está cheio de Misericórdia. E se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração, onde quer que te encontres, mesmo que durante apenas um instante».

Invocação na Hora da Misericórdia:

Ó Sangue e Água que brotaste do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Ti!

A VIA SACRA

Segue-se uma VIA SACRA baseada nos textos do Diário da irmã Faustina.

 Oração de introdução

Senhor misericordioso, meu Mestre, quero seguir-Te fielmente e imitar-Te na minha vida de modo cada vez mais perfeito. Por isso peço que me concedas, através da meditação da tua Paixão, a graça de compreender melhor os mistérios da vida espiritual. Maria, Mãe de Misericórdia, sempre fiel a Cristo, conduz-me pelo caminho da Paixão dolorosa do teu Filho, e pede para mim as graças necessárias para que esta Via Sacra seja frutuosa. Ofereço-a por esta intenção: (pelos sacerdotes, pelos religiosos, por todos os que tendem para a perfeição).

 

I estação: Jesus é condenado pelo Sinédrio

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Os grandes sacerdotes e todo o Sinédrio, procuravam um falso testemunho contra Jesus, para O condenarem à morte, mas não o encontraram, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas» (Mt 26, 59-60).
Jesus: Não te admires se algumas vezes suspeitarem injustamente de ti. Eu antes de ti, por teu amor, bebi esse cálice de sofrimentos injustos. Quando estava diante de Herodes obtive para ti a graça de saberes suportar o desprezo humano e de seguires fielmente as minhas pegadas.
Irmã Faustina: Ficamos ofendidos com as palavras que nos dirigem e desejamos responder imediatamente à ofensa, sem pensarmos se é essa a vontade de Deus. A alma silenciosa é forte: nenhuma adversidade lhe causa dano, se continua em silêncio. A alma silenciosa está preparada para a mais profunda união com Deus.
Jesus misericordioso, ajudai-me a saber aceitar os julgamentos humanos e a nunca Vos condenar à morte na pessoa do meu próximo.

 

II estação: Jesus toma a Cruz aos ombros

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Pilatos mandou que levassem Jesus e O açoitassem. E os soldados, depois de tecerem uma coroa com espinhos, puseram-Lha na cabeça, e envolveram-No com um manto de púrpura. Depois avançavam para Ele e diziam: “Salve, ó Rei dos judeus!” e davam-lhe bofetadas. (…) Jesus saiu levando a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: “Eis aqui o homem!”. Assim que O viram, os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram: “Crucifica-O! Crucifica-O!» Jo 19,1-9)..
Jesus: Não tenhas medo dos sofrimentos. Eu estou contigo. Quanto mais amares o sofrimento, tanto mais puro será o teu amor para comigo.
Irmã Faustina: Jesus, agradeço-Vos as pequenas cruzes quotidianas, as contrariedades que encontro nas minhas Iniciativas, o peso da vida comunitária, a má interpretação das minhas intenções, as humilhações que recebo, as suspeitas injustas, as faltas de saúde, as faltas de estima, os impedimentos que põem aos meus projectos.
Jesus misericordioso, ensinai-me a apreciar a fadiga da vida, a doença, os sofrimentos e a levar com amor a cruz quotidiana.

 

III estação: Jesus cai pela primeira vez sob a cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Todos nós andávamos perdidos como ovelhas, cada um seguia o seu caminho. Deus carregou a iniquidade de todos nós (…). Tomou sobre Si os pecados de muitos e intercedeu pelos pecadores» (Is 53, 6-12).
Jesus: Os pecados involuntários das almas não impedem o meu amor (…), nem são de obstáculo a unir-Me a elas, mas os pecados voluntários, mesmo que pequenos, impedem que Eu as encha de graças e dons.
Irmã Faustina: Ó meu Jesus, sou muito inclinada para o mal, e isto obriga-me a uma vigilância contínua sobre mim mesma; mas nada me desencoraja porque tenho confiança na graça de Deus, que abunda onde há maior miséria.
Senhor misericordioso, livrai-me de todo o mal, e da mais pequena mas voluntária e consciente infidelidade.

 

IV estação: Jesus encontrou a sua mãe

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Este Menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição: uma espada trespassará a tua alma» Lc 2, 34-35).
Jesus: Embora todas as obras, que nascem por minha vontade, sejam expostas a grandes sofrimentos, todavia vê se houve alguma que tenha tido maiores obstáculos do que a minha obra de redenção. Não te preocupes demasiado com as contrariedades.
Irmã Faustina: Vi a Santíssima Virgem, de uma beleza indizível, que (…) se aproximou de mim, me abraçou e me disse estas palavras: «Coragem, não temas os obstáculos enganadores, mas considera atentamente a Paixão do meu Filho e vencerás». Maria, Mãe de Misericórdia, fica sempre a meu lado, principalmente no sofrimento, como estáveis na Via Crucis do vosso Filho.

 

V estação: Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a Cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Quando O levavam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo e carregaram-no com a Cruz, para a levar atrás de Jesus» (Lc 23,26).
Jesus: Eu permito as contrariedades para aumentar os seus méritos. Recompenso não por o resultado ser positivo, mas pela paciência e fadiga que por Mim suportaram.
Irmã Faustina: Ó meu Jesus, Vós não dais a recompensa pelo sucesso da obra, mas pela vontade sincera e pela fadiga suportada; por isso estou plenamente tranquila, mesmo que todas as minhas iniciativas e os meus esforços fossem anulados ou não se realizassem. Se tiver feito tudo o que me era possível, o resto não me interessa.
Jesus, meu Senhor, que todos os meus pensamentos, palavras e acções sejam feitos exclusivamente por vosso amor. Purificai as minhas intenções.

 

VI estação: Verónica enxuga o rosto de Jesus

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

 «Não tem figura nem beleza para atrair o nosso olhar. Desprezado e evitado pelos homens, como homem das dores, experimentado nos sofrimentos diante do qual se tapa o rosto, era desprezado e não se tinha por Ele nenhuma estima» (Is 53, 2-3).
Jesus: Todo o bem que fizeres a uma alma, aceito-o como se o tivesses feito a Mim próprio.
Irmã Faustina: Um grande amor transforma as pequenas coisas em grandes, pois o amor é que dá valor às nossas acções.
Jesus, meu Mestre, fazei com que os meus olhos, as minhas mãos, a minha boca e o meu coração… sejam misericordiosos. Transformai-me em misericórdia.

 

VII estação: Jesus cai pela segunda vez

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo

«Ele tomou sobre Si as nossas dores e nós considerávamo-l’O como um leproso, ferido por Deus e humilhado» (Is 53-4).
Jesus: A causa das tuas quedas é porque contas demasiado contigo própria e te apoias pouco em Mim. Sozinha nada podes fazer. Sem as minhas graças.
Irmã Faustina: Jesus, não me deixeis sozinha no sofrimento. Vós, Senhor, sabeis como sou fraca, uma miséria, um autêntico nada. Por isso é natural que caia se me deixas sozinha. Preciso que estejas continuamente comigo, ainda mais do que uma mãe junto do seu filhinho indefeso.
Que a vossa graça me fortifique, Senhor, para que eu não caia sempre nos mesmos erros. Quando cair ajudai-me a levantar-me e a cantar a vossa misericórdia.

 

VIII estação: Jesus encontra as piedosas mulheres de Jerusalém

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Seguiam-n’O uma grande massa de povo e umas mulheres que se lamentavam e choravam por Ele. Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: “Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós próprias e pelos vossos filhos”» (Lc 23, 27-28).
Jesus: Como Me é agradável a fé viva! Desejo que tenhais mais fé.
Irmã Faustina: Peço ardentemente ao Senhor que Se digne fortificar a minha fé, para que na escuridão da vida quotidiana não actue segundo as ideias humanas mas segundo o espírito. Tudo atrai o homem para a terra, mas uma fé viva mantém a alma numa esfera mais alta e indica ao amor próprio que o seu dever é estar no último lugar.
Senhor misericordioso, agradeço-Vos o santo Baptismo e a graça da fé. Grito novamente: Senhor, creio em Vós, mas aumentai a minha fé!

 

IX estação: Jesus cai pela terceira vez

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Maltratado, humilhou-Se, não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha emudecida na mão dos seus tosquiadores (…). Mas aprouve ao Senhor esmagá-l’O com dores» (Is 53, 7.10).
Jesus: Deves saber que o maior obstáculo à santidade é o desânimo e a inquietação injustificada, que impossibilita que te exercites nas virtudes. (…) Eu estou sempre disposto a perdoar-te. Todas as vezes que Me pedes perdão exaltas a minha misericórdia.
Irmã Faustina: Ó meu Jesus, não obstante as vossas graças, sinto e vejo toda a minha miséria. Começo o dia a lutar e termino-o a lutar. Logo que venço uma dificuldade imediatamente surgem dez que é preciso ultrapassar, mas não me aflijo por isso, porque sei que este é o tempo da luta e não da paz.
Senhor misericordioso, ofereço-Vos aquilo que é só meu, ou seja o pecado e a fraqueza humana. Suplico-Vos que a minha miséria desapareça na vossa insondável misericórdia.

 

X estação: Jesus é despojado das suas vestes

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Os soldados (…) tomaram as suas vestes e dividiram-nas em quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, toda tecida do alto e baixo, não tinha costura, por isso disseram uns aos outros: “Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será”. Assim se cumpriu a Escritura» (Jo 19, 23-24).
Irmã Faustina: Jesus apresentou-se de repente diante de mim, sem vestes, com todo o corpo coberto de chagas, com os olhos inundados de sangue e lágrimas, com o rosto desfigurado e cheio de escarros. Então o Senhor disse-me: «A esposa deve ser semelhante ao seu Esposo». Compreendi profundamente estas palavras. Aqui não há possibilidade de dúvida. A minha semelhança com Jesus deve realizar-se através do sofrimento e da humildade.
Jesus silencioso e de Coração humilde, tornai o meu coração semelhante ao vosso.

 

XI estação: Jesus é crucificado

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Os que passavam insultavam-n’O meneando a cabeça e dizendo: “Tu que destruías o Templo e em três dias o reedificavas, salva-Te a Ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da Cruz”. Os príncipes dos sacerdotes com os escribas e os anciãos também escarneciam d’Ele, dizendo: “Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! (…) Confiou em Deus; se Deus o ama que O livre agora”» (Mt 27,39-43).
Jesus: Minha discípula, deves ter grande amor pelos que te fazem sofrer e fazer bem aos que te odeiam.
Irmã Faustina: Ó meu Jesus, Vós sabeis quanto esforço devemos fazer para tratar sinceramente e com simplicidade aqueles que nos fizeram sofrer. Humanamente é impossível. Naqueles momentos procuro ver Jesus naquela pessoa e por amor a Jesus faço tudo por aquelas pessoas.
Ó amor puríssimo, reina totalmente no meu coração e faz-me amar aquilo que é superior à capacidade humana.

 

XII estação: Jesus morre na Cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo

«Por volta do meio-dia as trevas cobriram toda a terra, até às três da tarde (…) e Jesus, gritando em alta voz, exclamou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Dito isto, expirou» (Lc 23,44-46).
«Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água» (Jo 19,33-40).
Jesus: Sofri tudo isto pela salvação das almas. Reflecte, minha filha, sobre o que fazes pela sua salvação.
Irmã Faustina: Vi Jesus pregado na Cruz. Pouco depois de Jesus ter sido crucificado, vi um grupo de almas crucificadas como Jesus. E vi um segundo e um terceiro grupo de almas. O segundo grupo não estava crucificado na cruz mas tinham a cruz na mão. O terceiro grupo de almas não estava crucificado nem tinha a cruz na mão, mas arrastavam a cruz atrás de si e estavam insatisfeitas. Então Jesus disse-me: «Olha para aquelas almas que se assemelham a Mim no sofrimento e no desprezo: elas também serão semelhantes a Mim na glória. As que se assemelham menos a Mim no sofrimento e na glória, também se assemelharão menos a Mim na glória».
Jesus, meu Salvador, escondei-me no profundo do vosso Coração, para que, fortificada com a vossa graça, me possa tornar semelhante a Vós no amor à Cruz e possa participar na vossa glória.

 

XIII estação: Jesus é descido da Cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.

«Vendo o que tinha acontecido, o centurião deu glória a Deus, dizendo: “Realmente este homem era justo!”». E toda a multidão que tinha assistido àquele espectáculo, vendo o que acontecera, regressaram batendo no peito. Todos os seus conhecidos se mantinham à distância» (Lc 23,47-49).
Jesus: A alma que Me é mais querida é a que crê firmemente na minha bondade e tem plena confiança em Mim: retribuo-lhe a minha confiança e dou-lhe todo o que ela pede.
Irmã Faustina: Recorro à vossa misericórdia, a Vós, meu Deus, que sois o único bom. Embora seja grande a minha miséria e numerosas as minhas culpas, confio na vossa misericórdia, porque sois o Deus da misericórdia e nunca se ouviu, nem na terra nem no céu, que uma alma que tivesse confiança na vossa misericórdia, ficasse desiludida convosco.
Jesus misericordioso, multiplicai todos os dias em mim a confiança na vossa misericórdia, para que sempre e em toda a parte dê testemunho da vossa bondade e amor sem limites.

 

XIV estação: Jesus é colocado no sepulcro

Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
Porque com a vossa Cruz remistes o mundo

«Eles tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras, juntamente com os perfumes, segundo a maneira de sepultar usada entre os judeus. No lugar onde Ele tinha sido crucificado havia um jardim e no meio do jardim um túmulo novo, no qual ninguém fora ainda depositado. Por causa da Preparação dos judeus, como o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus» (Jo 19, 38-42)
Jesus: Ainda não estás na pátria, por isso fortifica-te com a minha graça e combate pelo meu Reino nas almas humanas. Combate como filha do Rei e recorda-te de que os dias do exílio passarão depressa e com eles passará a possibilidade de adquirir méritos para o Céu. De ti espero que conquistes um grande número de almas, que glorifiquem a minha misericórdia por toda a eternidade.
Irmã Faustina: Ó Jesus, toda a alma que me confiaste, procurarei ajudá-la com a oração e com o sacrifício, para que a vossa graça possa actuar nela. Ó meu Jesus, grande enamorado das almas, agradeço-Vos a grande confiança, porque Vos dignastes confiar-Me estas almas.
Senhor misericordioso, peço-Vos que não se perca nenhuma das almas que me confiastes.

 

Oração depois da Via Sacra

Ó meu Jesus, minha única esperança, agradeço-Vos este grande livro da vossa Paixão, que abristes perante os olhos da minha alma. Neste livro aprendi que sofrestes por meu amor e que devo amar Deus e as almas. Ele encerra enormes tesouros. Meu Jesus, como são poucas as almas que compreendem o vosso martírio de amor! Feliz a alma que compreendeu o amor do vosso Coração.

No fim reza-se um Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória, segundo as intenções do Santo Padre.

 

O TERÇO DA MISERICÓRDIA DIVINA

Esta oração reza-se na Hora da Misericórdia, às três da tarde, hora da Paixão do Salvador, como Jesus pediu à irmã Faustina no dia 14 de Setembro de 1935: «Todas as vezes que entras na capela, reza imediatamente a oração que ontem te ensinei».
A oração reza-se servindo-nos das contas do Terço, segundo as modalidades que aqui são indicadas. Esta prática está indissoluvelmente ligada ao culto da Misericórdia Divina, de que representa a parte mais conhecida juntamente com a imagem.
Também se reza quando se deseja implorar a Misericórdia de Deus para as almas e para o mundo inteiro, e especialmente à cabeceira dos moribundos. Para as grandes promessas feitas por Jesus Misericordioso, pode ser rezada para obter graças especiais ou nos momentos de necessidade.

Eis como se reza o Terço da Misericórdia, usando as contas do Terço.
No princípio:

Sinal da Cruz – Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Ámen.

Ave, Maria, cheia de graça, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen.

Creio em Deus Pai todo-poderoso Criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso; de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Ámen.

Nas contas grandes do Terço, em vez do Pai-Nosso, dizemos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade do vosso muito amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e de todo o mundo. (Só uma vez)

 Nas contas pequenas, em vez das Ave-Marias, dizemos:

Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e de todo o mundo. (10 vezes)

No fim do Terço diz-se três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e de todo o mundo.

 

NOVENA À MISERICÓRDIA DIVINA

 

Trata-se da Novena em preparação da Festa da Misericórdia Divina, que se celebra no segundo Domingo da Páscoa. A finalidade desta novena é conduzir as almas a Jesus, para que recebam força, refrigério e todas as graças de que necessitam para a sua vida. Em cada um dos nove dias rezam-se algumas orações dedicadas a diversos grupos de almas.
«Desejo – disse Jesus à irmã Faustina – que durante estes nove dias as almas para a fonte da minha Misericórdia, para que recebam força, refrigério e todas as graças de que precisam para as dificuldades da vida e especialmente para a hora da morte».

 

( Primeiro Dia )

«Hoje traz-Me toda a humanidade e especialmente
todos os pecadores, e mergulha-os no mar
da minha Misericórdia.
Deste modo Me consolarás da amarga tristeza
que Me causa a perda das almas».
Misericordiosíssimo Jesus, de Quem é próprio
ter compaixão e perdoar,
não olheis para os nossos pecados,
mas para a confiança que temos
na vossa infinita bondade,
e acolhei-nos na morada do vosso
tão bondoso Coração
e nunca nos deixes afastar d’Ele
por todo o sempre.
Nós Vo-lo pedimos pelo amor que Vos une
ao Pai e ao Espírito Santos.
Eterno Pai, olhai com misericórdia
para toda a humanidade,
encerrada no tão bondoso
Coração de Jesus,
mas especialmente para os pecadores.
Pela sua dolorosa Paixão,
mostrai-nos a vossa Misericórdia,
por toda a eternidade. Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Segundo Dia )

«Hoje traz-Me as almas
dos Sacerdotes e Religiosos e mergulha-as
na minha insondável Misericórdia.
Elas deram-Me força para suportar
a amarga Paixão.
Por elas corre, como por canais,
a misericórdia para a humanidade».
Misericordiosíssimo Jesus,
de Quem procede todo o bem,
aumentai em nós a graça,
para que possamos praticar
dignas obras de misericórdia,
a fim de que todos os que nos vêem,
louvem o Pai da Misericórdia
para a porção eleita da vossa vinha,
as almas dos Sacerdotes e dos Religiosos
e pelos sentimentos do vosso Filho,
em que estão encerrados,
concedei-lhe o poder da vossa luz,
para que possam guiar os outros
nos caminhos da salvação
e cantar, juntamente com eles,
a glória da vossa insondável Misericórdia
por toda a eternidade. Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Terceiro dia )

«Hoje traz-Me todas as almas piedosas e fiéis
e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia.
Estas almas consolaram-Me na Via-Sacra,
foram a gota de consolação
no meio do mar de amargura».
Misericordiosíssimo Jesus,
Que dos tesouros da vosso Misericórdia
derramais as vossas graças sobre todos,
com tanta abundância,
recebei-nos na morada do vosso
tão bondoso Coração
e não nos deixeis afastar d’Ele
por toda a eternidade. Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Quarto dia )

«Hoje traz-Me os pagãos
e os que ainda não Me conhecem.
Eu também pensei neles
durante a minha amarga Paixão.
O meu zelo futuro consolou o meu Coração.
Mergulha-os no oceano da minha Misericórdia».
Ó Jesus todo compaixão,
que sois Luz do mundo inteiro,
recebei na morada do vosso tão bondoso Coração,
as almas dos pagãos
que ainda Vos não conhecem.
Que os raios da vossa graça os iluminem,
para que também eles, juntamente connosco,
glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia.
Não os deixeis afastar da morada
do vosso bondoso Coração.
Eterno Pai, olhai com misericórdia
para as almas dos pagãos
e dos que ainda Vos não Conhecem,
mas já estão dentro do Coração
tão bondoso de Jesus.
Atraí-as à luz do vosso Evangelho.
Estas almas não sabem
como é grande a felicidade de Vos amar.
Fazei que também elas glorifiquem
a liberalidade da vossa Misericórdia,
por toda a eternidade. Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Quinto dia )

«Hoje traz-Me as almas dos cristãos
separados da unidade da Igreja
e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia.
Durante a minha amarga Paixão,
elas dilaceraram o meu Corpo e o meu Coração,
isto é, a minha Igreja.
Quando regressarem à unidade da Igreja,
as minhas Chagas hão-de curar-se
e deste modo aliviarão a minha Paixão».
Misericordiosíssimo Jesus,
que sois a própria Bondade
e não recusais a luz àqueles que a imploram,
recebei na morada do vosso compassivo Coração,
mas fazei que também eles adorem
a liberdade da vossa Misericórdia.
Eterno Pai, olhai com misericórdia,
para as almas dos nossos irmãos separados,
que esbanjaram os vossos bens
e abusaram das vossas graças,
continuando obstinadamente nos seus erros.
Não olheis para os seus erros,
mas antes para o amor do vosso Filho
e para a sua dolorosa Paixão, que suportou
por todos eles, porque eles também estão
dentro do Coração de Jesus.
Fazei que eles glorifiquem
a vossa grande Misericórdia
por toda a eternidade. Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Sexto dia )

Elas confortaram-Me na amarga Paixão da agonia.
Eu vi-as como anjos da terra,
que vigiarão junto dos meus altares
e sobre elas derramo enormes torrentes de graças.
Só a alma humilde é capaz
de acolher a minha graça.

Às almas humildes concedo
a minha plena confiança».
Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes,
«aprendei de Mim que sou manso
e humilde de coração»,
recebei na morada do vosso
tão compassivo Coração,
as almas mansas e humildes,
assim como as almas dos pequeninos.
Estas almas pões em êxtase todo o Céu
e são a especial predilecção do Pai Celeste.
Diante do Trono de Deus
são como um ramalhete,
de cujo perfume o próprio Deus se deleita.
Estas almas têm morada permanente
no Coração compassivo de Jesus
e estão continuamente a cantar
o hino do amor e da misericórdia,
por toda a eternidade.
Pai Eterno, olhai com misericórdia
para as almas mansas e humildes,
assim como para as almas dos pequeninos,
que estão na morada do Coração de Jesus.
Estas almas tornaram-se as mais semelhantes
ao vosso Filho.
O aroma destas almas eleva-se d toda a terra
até ao vosso Trono.
Ó Pai de Misericórdia e de toda a Bondade,
eu Vos imploro, pelo amor e pela complacência
que tendes nestas almas,
que abençoeis o mundo inteiro,
para que todas as almas
cantem juntamente os louvores
da vossa Misericórdia,
por toda a eternidade. Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Sétimo dia )

«Hoje traz-Me as almas que veneram e louvam
a minha Misericórdia de maneira especial
e mergulha-as na minha Misericórdia.
Estas almas sofreram muito
por causa da minha Paixão
e entraram mais profundamente no meu espírito.
Elas são imagens vivas
do meu Coração compassivo.
Estas almas brilharão com especial
intensidade na vida futura.
Nenhuma destas almas irá para o fogo do Inferno.
Eu defenderei cada uma delas,
de maneira especial na hora da morte».
Misericordiosíssimo Jesus,
cujo Coração é o próprio Amor,
recebei na morada do vosso Coração compassivo
aquelas almas que de maneira especial
veneram e louvam a grandeza
da vossa Misericórdia.
Estas almas são uma poderosa força de Deus,
Avançam por entre tribulações e adversidades,
confiando na vossa Misericórdia.
Estão unidas a Jesus
e levam sobre os ombros toda a humanidade.
Estas almas não serão julgadas severamente
E a vossa Misericórdia para as almas
que glorificam e veneram a vossa maior qualidade,
ou seja a vossa insondável Misericórdia
e que estão dentro do Coração
compassivo de Jesus.
Estas almas são o Evangelho vivo
e as suas mãos estão cheias de obras
de misericórdia.
O seu espírito está cheio de alegria
c cantão hino da misericórdia ao Altíssimo.
Peço-Vos, ó Deus, que lhes mostreis
A vossa Misericórdia,
na medida da esperança e da confiança
que puseram em Vós.
Que se cumpra nelas a promessa de Jesus
Que lhes disse:
«As almas que venerarem
a minha insondável Misericórdia,
Eu mesmo as defenderei,
como a minha própria glória,
durante a sua vida e de maneira especial
na hora da morte».

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Oitavo dia )

«Hoje traz-Me as almas que se encontram
na prisão do Purgatório
e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia.
Que as torrentes do meu Sangue
Refresquem o seu ardor.
Todas estas almas são-Me muito queridas,
Porque agora estão a pagar as dívidas
À minha Justiça.
Tu podes levar-lhes alívio.
Tira do tesouro da minha Igreja
as indulgências e oferece-as por elas…
Se conhecesses o seu tormento,
oferecerias continuamente por elas
a esmola espiritual
e pagarias as suas dívidas à minha Justiça».
Misericordiosíssimo Jesus,
Vós que dissestes que queríeis misericórdia,
eis que levo à morada
do vosso Coração compassivo,
as almas do Purgatório.
Estas almas são-Vos muito queridas,
mas têm que pagar as dívidas à vossa Justiça.
Que as torrentes do vosso Coração,
extingam as chamas do fogo do Purgatório
para que também ali seja glorificado
o poder da vossa Misericórdia.
Eterno Pai, atendei com olhar de misericórdia
as almas que sofrem no Purgatório
e que estão no Coração compassivo de Jesus.
Pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho,
e por toda a amargura
que encheu a sua santíssima Alma,
mostrai a vossa Misericórdia
às almas que se encontram
sob o olhar da vossa Justiça.
Não olheis para elas senão através
das Chagas de Jesus vosso muito amado Filho,
pois acreditamos
que a vossa Bondade e Piedade não têm limites.
Ámen.

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)

 

( Nono dia )

«Hoje traz-Me as almas tíbias
e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia,
Estas almas são as que ferem
mais dolorosamente o meu Coração.
A maior repugnância que a minha alma sentiu
no horto, foi pelas almas tíbias.
Foi por causa delas que Eu disse:
“Ó Pai, afasta este cálice,
se for essa a tua vontade”.
Para estas almas a última tábua de salvação
é recorrer à minha Misericórdia».
Misericordiosíssimo Jesus,
que sois a própria Piedade,
trago as almas tíbias ao vosso compassivo Coração.
Que nesse fogo do vosso puro Amor,
se aqueçam estas almas geladas,
que semelhantes a cadáveres,
Vos enchem de tanta repugnância.
Jesus compassivo, usai da vossa Misericórdia
e atraí-as para o fogo ardente do vosso Amor.
Concedei-lhes o santo amor, Vós que tudo podeis.
Eterno Pai, olhai com misericórdia
para as almas tíbias,
que estão dentro do Coração de Jesus.
Ó Pai de Misericórdia, eu Vos imploro,
pela amargura da Paixão do vosso Filho
e pela sua agonia de três horas na Cruz,
permiti que também elas
louvem o abismo a vossa Misericórdia…

(A seguir reza-se o Terço da Misericórdia Divina)