IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO INTERIOR, NO "EU"
Meus amados, hoje a lição é sobre o homem por quem me deixei baptizar, João Baptista. João Baptista que vivia no deserto anunciando a Minha vinda, mas em sua é alma também um deserto com o fim de que todos os seres tivessem ocupados pela verdade. Também vocês devem purificar vosso espírito libertando-o de tudo o que o afoga, e respirando com o espírito da verdade que Sou Eu. Sou o caminho que conduz ao alto, peçam-Me e o Pai vos ouvirá. Mas saibam perdir-Lhe. Lembrem que o mais importante será sempre o bem para o espírito. João actuava no deserto, desde sua alma deserta, porque havia sido purificada, e no silêncio de seu “eu”, gritou ao mundo. (Vos dais conta do quão importante é fazer silencio dentro de nós mesmos, para poder gritar ao mundo?)*. Também vocês como todos os homens, são parte desse mundo. Quero dizer-vos meus queridos apóstolos, que para testemunhar a verdade, é necessário estar em graça. É necessário que saibam escutar-Me no silêncio do seu “eu”, que se libertem de tudo o que distrai o pensamento. Tu que vives crendo-te no bem, porque vives para o dinheiro, e te justificas dizendo que tens uma família. Em que momento me podes escutar? Tua alma nunca está em silêncio. Tu que não actuas bem, não me podes escutar, porque tampouco tua alma está em silencio, e sim escutando vãs lições. Tu que não amas o suficiente, e que não queres perdoar, não podes ouvir Minha voz, senão outras vozes. Para Me escutarem verdadeiramente é necessário estar disposto a escutar. Eu me faço ouvir, e portanto sentir, pelos pequenos que sabem perdoar e amar. Os pequenos são aqueles que reconhecem seu nada, e podem estar em qualquer parte, são os mais humildes e os mais dispostos a escutar. Podem ser pequenos de grande cultura, ou ser pequenos de mãos encalecidas. O que se necessita é humildade, confiança em Mim, fé, e é necessário reconhecer a própria nulidade. É necessário ter a alma livre, como João Baptista. Ele vivia livre e também outros como Francisco, que deixou tudo, e ficou em paz. Aqueles que têm cuidado, demasiado cuidado pelas suas coisas, aqueles a quem lhes agrada a riqueza e desejam as coisas mais belas e gostosas, jamais estarão livres. Aqueles que atravessam mundo correndo atrás das coisas, que logo terão de abandonar não conhecem a liberdade e não têm tempo de escutar-Me. Talvez escutem vozes falsas, que lhes dizem o bem que actuam e os aplaudem. A todos lhes digo, deve-se ver a verdade, deve-se buscar os verdadeiros valores que são do espírito. Amo aos que sofrem, porque a dor deixa a alma deserta, a alegria aturde, e na felicidade dificilmente o homem me busca. No deserto, no silêncio das almas dolorosas, aí penetro Eu, lhes ensino muitas coisas, os deixo abertos a muitos mistérios e caminhos, e caminho juntos com eles. João estava no deserto e escutava, e vocês porque amam a multidão, o alvoroço, a confusão? É que quem vive assim, não quer escutar-Me.
*- grifos do autor.






